| Amanhã, 2 de fevereiro, não é só dia de Nossa Senhora de Navegantes e de Yemanjá, festejadas pelos brasileiros de várias partes do país. A assessoria de comunicação do CRBio 3 lembra que é a data em que se comemora no mundo inteiro o dia Internacional de Zonas Úmidas, dia em que foi para celebrada a assinatura da Convenção sobre Zonas Úmidas, também conhecida como Convenção de Ramsar. Naquele encontro, em 1971, na cidade iraniana de Ramsar, diversos países responsabilizaram-se em coordenar e apoiar políticas e regulamentos visando à conservação das zonas úmidas e de sua flora e fauna. Essas zonas são diversas, banhados, rios, lagos, pântanos, charcos, turfeiras, marismas e áreas marinhas, com até seis metros de profundidade. A preservação dessas áreas se torna essencial devido a sua capacidade de regularização dos regimes de água e por serem habitat de várias espécies da flora e fauna. Também, elas são fonte de recursos econômicos, culturais, científicos e recreativos, além de atualmente serem muito importantes devido à conjuntura das mudanças climáticas. Em setembro de 1993, o Brasil, país que é considerado o 4º do mundo em superfície na Lista Ramsar, reconheceu o texto da Convenção. Hoje possui 11 sítios Ramsar, os quais são objeto de compromissos a serem cumpridos e, ao mesmo tempo, eles possuem acesso a benefícios decorrentes dessa condição, o que facilita a preservação do local. Nessa terça-feira, dia 2 de fevereiro, em Brasília, o ministro do meio ambiente Carlos Minc participa da comemoração do dia Internacional de Zonas Úmidas. No evento, o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, localizado na costa baiana, será elevado à categoria de "Sítio Ramsar", título que reconhece a importância mundial da biodiversidade do local. |